A pecuária de corte está passando por uma revolução silenciosa, mas extremamente impactante. O uso de tecnologias disruptivas está alterando profundamente a forma como o gado é criado, como a fazenda é gerida e como o mercado enxerga o produto final.
O que antes dependia quase exclusivamente da experiência do pecuarista e da observação a campo agora conta com dados em tempo real, sensores inteligentes, inteligência artificial e plataformas integradas de gestão. Essa mudança não é mais tendência: é uma realidade para quem busca produtividade, rentabilidade e competitividade no setor.
Segundo a Embrapa Gado de Corte, propriedades que adotam soluções de monitoramento e análise de dados podem aumentar em até 20% a eficiência produtiva, reduzindo custos e melhorando índices zootécnicos.
O que são tecnologias disruptivas na pecuária de corte
O termo tecnologia disruptiva se refere a inovações que mudam radicalmente a forma como algo é feito. Isso significa substituir processos manuais e empíricos por soluções digitais que coletam, interpretam e aplicam dados de forma contínua.
Entre as principais tecnologias disruptivas no setor, destacam-se:
- Sensores de movimento, acústicos e ambientais
- Sistemas de rastreabilidade individual
- Plataformas de big data e analytics
- Softwares de gestão agropecuária integrados
O objetivo não é apenas informatizar o manejo, mas transformar dados brutos em decisões assertivas e estratégicas.
Monitoramento inteligente com sensores: olhos e ouvidos no campo
Os sensores são hoje uma das portas de entrada mais acessíveis para a digitalização da pecuária. Eles podem ser colocados no animal (brincos, colares, chips subcutâneos) ou no ambiente (pastos, bebedouros, cochos).

Benefícios diretos do uso de sensores:
- Avaliação do comportamento: tempo de ruminação, movimentação e descanso.
- Detecção precoce de problemas de saúde: quedas na atividade ou mudanças no padrão alimentar.
- Controle hídrico: medição de consumo de água e funcionamento de bebedouros.
- Monitoramento de escore de cocho: indicando se o rebanho está consumindo a suplementação/dieta de acordo com o planejado ou se está desviando.
Exemplo prático:
Um rebanho monitorado com sensores de ruminação pode indicar um lote com ingestão de alimento reduzida. Isso permite ao pecuarista agir antes que haja queda no ganho de peso ou surjam doenças mais graves.
Rastreabilidade: mais que exigência, um diferencial competitivo
No passado, a rastreabilidade era vista como um custo para atender exigências de exportação. Hoje, ela é estratégia de valorização e acesso a mercados premium.
Com sistemas de identificação eletrônica, é possível registrar:
- Origem e genealogia do animal
- Histórico de vacinações e tratamentos
- Ganho de peso ao longo da vida
- Manejo alimentar e suplementação
Benefícios diretos:
- Aumento do valor da arroba para mercados que pagam mais por carne rastreada
- Facilidade em auditorias e certificações
- Controle sanitário preventivo, reduzindo riscos de surtos
Dado relevante:
Segundo a ABIEC, lotes com rastreabilidade comprovada podem alcançar até 8% de valorização no preço da arroba em mercados específicos.



Big data: a inteligência que conecta tudo
Se sensores coletam os dados, o big data é o cérebro que transforma essa informação em inteligência de negócio. Ao cruzar milhares de registros sobre clima, nutrição, sanidade, genética e desempenho, o produtor tem acesso a insights personalizados para cada lote.
Exemplos de aplicação do big data na pecuária:
- Ajustar dietas com base no desempenho histórico e previsão climática.
- Direcionar suplementação apenas para lotes que realmente precisam.
- Avaliar impacto de diferentes regimes de pasto sobre o ganho de peso.
Essa abordagem aumenta a produtividade por hectare e reduz o custo por arroba produzida.
Integração total com softwares de gestão
O uso isolado de tecnologias já gera ganhos, mas a integração é o que potencializa resultados. Softwares como o FarmTell™, conectam sensores, rastreabilidade e análise de dados em uma única plataforma.
O que é possível fazer com integração total:
- Visualizar indicadores de desempenho em tempo real.
- Receber alertas automáticos para agir rápido.
- Cruzar dados de rebanho, pastagens, clima e ganho de peso.
- Tomar decisões baseadas em evidências, e não apenas em experiência.
Antes e depois da adoção de tecnologias disruptivas

Como implementar tecnologias disruptivas na sua fazenda
- Diagnóstico inicial: avalie quais processos precisam de mais precisão.
- Escolha da tecnologia: comece por soluções de impacto rápido, como sensores ou softwares de gestão.
- Integração de dados: garanta que as ferramentas conversem entre si.
- Capacitação da equipe: treine funcionários para interpretar e agir sobre os dados.
- Monitoramento contínuo: use indicadores para medir ROI e ajustar estratégias.
Principais erros a evitar
- Adotar tecnologia sem objetivo claro.
- Não treinar a equipe para uso correto das ferramentas.
- Descartar dados coletados sem análise aprofundada.
- Investir apenas em equipamentos sem pensar em integração.
Checklist rápido para avaliar se sua fazenda está pronta
- Você já coleta dados de forma estruturada?
- A equipe sabe interpretar relatórios e indicadores?
- Há integração entre controle zootécnico e gestão financeira?
- Existe plano para expansão gradual da tecnologia?
Benefícios consolidados
- Redução de custos com manejo e alimentação
- Aumento do desempenho zootécnico
- Acesso a mercados mais exigentes
- Valorização da arroba
- Controle sanitário e reprodutivo eficaz
Conclusão
As tecnologias disruptivas na pecuária de corte não são mais opcionais para quem busca alta performance, lucratividade e sustentabilidade. A combinação de sensores, big data, rastreabilidade e softwares de gestão cria um ciclo de melhoria contínua, capaz de transformar qualquer propriedade em um negócio moderno e competitivo.
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